quinta-feira, janeiro 11, 2007

biscoito de polvilho

Promessa de ano novo é uma coisa mesmo. Sabe "aquela"coisa? . Pois é, eu ão sei explicar. Mas entre “ser uma pessoa mais organizada”, “cuidar melhor da saúde” e “não ficar brava por motivos pífios” entre minhas promessas está também a fantástica “não atrasarás”. Sim, virou praticamente um mandamento – claro, porque mandamento nem sempre a gente cumpre.

Justificando: não tenho sorte: posso sair dez horas mais cedo de casa, que o ônibus quebra, o metrô pára, a velhinha caquética dentro do coletivo resolve em ter um ataque cardíaco logo ali – tenho cara de cardiologista?
Ou simplesmente eu não acordo no horário – motivo nº 1 do ranking.

Hoje, esperando ser perdoada por ter trabalhado ontem quatro horas a mais do expediente, dormi simplórios trinta minutinhos a mais.

Tomei banho e saí correndo de casa. Não deu tempo pra tomar café. Aí pensei: _Tudo bem, como só esse mamão e aí compro biscoitinho de polvilho no trem. Nham!

Rumo à firma, então. Com algo pra ler na mão, nunca vejo o tempo passar, mas ercebendo que já está perto do tão sonhado biscotinho, a boca começa a encher d’água.

Aquele não é um biscoito qualquer. Comprei pela primeira vez, na ausência de outras opções, e me apaixonei na primeira mordida. Ele tem seu diferencial: é em palitinhos, e aí fica mais fácil comer e não fazer sujeira. Saca? É demais! Além de ser crocante, torradinho e salgado, claro – porque eu não conheci ninguém, até hoje, que goste de biscoito de polvilho doce. Quando come, é porque comprou errado, esqueceu de olhar a embalagem.

Chegando lá, quase caindo de tanta fome – que dó de mim – simplesmente a prateleira estava vazia! Tinha pão de mel, panetone, pão de mel. Não adiantou, saí enfurecida. Que vontade absurda de dar um berro: CADÊÊ MEU BISCOTO? AHHHRRRGGG!

E, tentando pelo menos cumprir uma das promessas, cheguei na firma e comi pão com queijo. “Não ficar brava por motivos pífios”? Ok.

Vou comprar um pão de queijo, então.